
BRASIL – Governo de Minas Gerais declara situação de emergência em saúde pública devido ao aumento de casos de arboviroses no estado.
O decreto foi oficializado neste sábado (27), e tem o objetivo de autorizar o governador do estado, Romeu Zema, a tomar medidas administrativas para conter a propagação das arboviroses. Isso inclui a aquisição de insumos, materiais e a contratação de serviços necessários para enfrentar a situação emergencial.
Além disso, o texto destaca a predominância do sorotipo 1 da dengue, mas alerta para a detecção de casos do sorotipo 3, que não circulava de forma epidêmica no Brasil há mais de 15 anos. Devido a essa preocupação, o decreto terá validade por 180 dias, visando a realização de ações efetivas para o controle dessas doenças.
Para auxiliar no monitoramento e gerenciamento da situação de emergência, o governo instaurou o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses, sob responsabilidade da Secretaria de Saúde de Minas Gerais.
Em paralelo a essa ação, o Ministério da Saúde divulgou que 521 municípios brasileiros foram selecionados para iniciar a vacinação contra a dengue pelo Sistema Único de Saúde a partir de fevereiro. As regiões escolhidas são consideradas endêmicas para a doença, atendendo a critérios como alta transmissão de dengue e predominância do sorotipo DENV-2.
Nessas regiões, a vacinação será direcionada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que registrou um alto índice de hospitalizações por dengue nos últimos anos. Com mais de 16 mil hospitalizações entre janeiro de 2019 e novembro de 2023, o grupo se destacou como um dos mais afetados pela doença, perdendo apenas para os idosos, que não receberam a autorização para a vacina.
Diante desse cenário preocupante, as autoridades de saúde pública buscarão implementar medidas urgentes para minimizar os impactos das arboviroses no estado mineiro. O desafio será grande, mas com a colaboração de todos, espera-se controlar a propagação dessas doenças e manter a população segura e saudável.









