
BRASIL – Especialistas apontam saída para superendividamento no Brasil e destacam importância de buscar ajuda para recuperar saúde financeira.
A professora de finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV), Myrian Lund, explicou que o superendividamento, de modo geral, é consequência de dívidas sobre dívidas, onde a pessoa acaba pegando empréstimos em vários bancos para pagar dívidas que vão se multiplicando, ao mesmo tempo em que a capacidade de quitar essas dívidas vai se exaurindo. Ela ainda aponta o excesso de cartões de crédito como uma característica usual do superendividado. Segundo Myrian, a melhor saída para o superendividado é procurar ajuda externa, principalmente porque sair sozinho dessa situação é extremamente difícil.
A professora relata que enquanto o superendividado consegue empréstimo nos bancos, ele vai sobrevivendo, e cada vez se alavancando mais. Até o ponto em que não tem mais empréstimo para pegar e entra em desespero. A melhor saída, na avaliação de Myrian, é procurar ajuda, já que as negociações com os bancos só ocorrem se houver três meses de atraso. Ela destaca que a Defensoria Pública atende pessoas, independentemente da renda, e a Lei do Superendividamento, estabelecida em 2021, permite a renegociação das dívidas na justiça. Thiago Basílio, defensor público e subcoordenador do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, destacou que o órgão tem, desde 2005, um departamento de prevenção e tratamento ao superendividamento. Basílio apontou que a Defensoria continua no trabalho de tentativa de solução extrajudicial dessas demandas, procurando os principais bancos e firmado termos de cooperação com eles para fazer audiências extrajudiciais de conciliação. Dessa forma, a luta contra o superendividamento continua forte e sendo abordada de diversas maneiras.









