
BRASIL – PF deflagra 24ª fase da Operação Lesa Pátria para identificar responsáveis por atos antidemocráticos e tentativa de golpe de Estado.
A operação resultou no cumprimento de dez mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Oito desses mandados foram cumpridos no Rio de Janeiro e dois no Distrito Federal.
Um dos alvos da investigação é o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), que confirmou a ação da PF em sua residência. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o deputado relatou que os policiais apresentaram uma petição e buscavam por arma, celular e tablet, além de outras possíveis evidências para incriminá-lo.
Carlos Jordy criticou a operação, classificando-a como “medida autoritária e sem fundamento, que visa a perseguir, intimidar e criar narrativa às vésperas de eleição municipal”. Em suas declarações, o deputado enfatizou que em nenhum momento incitou ou apoiou os atos do dia 8 de janeiro, apesar de defender o direito das pessoas de manifestarem contra o governo eleito.
De acordo com a PF, os fatos investigados constituem, em tese, crimes de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, associação criminosa e incitação ao crime.
O deputado continuou argumentando que o mandado de busca e apreensão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes é uma evidência da suposta ditadura em que o país estaria vivendo. Alegou ainda que as alegações feitas contra ele são infundadas e que a operação da PF busca criar uma narrativa política às vésperas das eleições municipais.
A Operação Lesa Pátria segue em andamento, com a PF buscando identificar e responsabilizar os envolvidos nos atos antidemocráticos de janeiro de 2023.









