
BRASIL – Reunião extraordinária da Ameripol discute estratégias para combater onda de violência no Equador e propõe criação de adidância da PF.
A situação no Equador tem se deteriorado nos últimos anos, com relatos de motins, sequestros e confrontos que culminaram na morte de cerca de 13 pessoas nos últimos dias. Diante desse cenário, os representantes das forças policiais presentes aprovaram o encaminhamento de propostas que incluem compartilhamento de informações de inteligência, disponibilização de equipamentos de inteligência, apoio na identificação dos presos do sistema penitenciário equatoriano e a oferta de cursos de descapitalização do crime organizado.
A cooperação policial entre os países participantes foi enfatizada, com todos os países encaminhando suas propostas à secretaria-executiva da Ameripol. Esta formalizará o envio ao Equador até o sábado (13). As forças policiais que participaram da reunião incluem Gendarmeria Argentina, Polícia Nacional do Uruguai, Polícia Nacional da Colômbia, Polícia Nacional do Peru, Carabineros de Chile, Polícia Nacional de Honduras, e outras.
Outro tema discutido na reunião foi a criação de uma adidância da Polícia Federal brasileira no Equador, visando a cooperação estreita com as forças policiais do país andino. Além disso, estiveram presentes na reunião representantes do Ministério das Relações Exteriores e da Assessoria Especial da Presidência da República.
O Tratado de Constituição da Comunidade de Polícias da América, assinado em novembro do ano passado em Brasília, é um mecanismo recente que visa promover a cooperação e troca de informações entre as polícias e forças de segurança dos países das Américas. A sede da entidade fica em Bogotá, na Colômbia.
A reunião da Ameripol destaca a importância da cooperação e troca de informações entre as forças policiais da América Latina como uma estratégia para lidar com desafios de segurança pública, especialmente em meio à crescente onda de violência que tem afetado países como o Equador.









