
Funcionária de hospital em Maceió é suspeita de negociar adoção ilegal de recém-nascida dentro da unidade.
A criança, que nasceu na capital alagoana, foi encontrada em Olho d’Água das Flores, no Sertão de Alagoas, seis dias após o parto. A mãe da menina, que estava em trabalho de parto no hospital, teria expressado o desejo de fazer uma adoção voluntária, conforme previsto na legislação. No entanto, a situação tomou um rumo inesperado quando a funcionária do Hospital da Mulher entrou na negociação e intermediou a entrega da criança para terceiros.
De acordo com a conselheira Maria Eunice Cerqueira, a genitora da criança se arrependeu do ocorrido e procurou o Conselho Tutelar, o que levou à descoberta do caso. A funcionária do hospital já foi ouvida pela Polícia Civil e a Secretaria de Saúde do Estado (Sesau) tomou medidas imediatas, afastando-a do cargo e iniciando uma investigação para apurar os fatos.
A Sesau informou que está apurando a denúncia e que demais medidas administrativas poderão ser tomadas diante dos desdobramentos da apuração da Polícia Civil. A instituição afirmou que adotou todas as providências para garantir a transparência e integridade da investigação, que segue em sigilo para evitar interferências no processo.
O Conselho Tutelar, o Ministério Público e o Juizado acordaram que a criança ficará acolhida institucionalmente até que os órgãos competentes ouçam a mãe para entender o que aconteceu, saber o real desejo dela em relação à criança e verificar as condições psicológicas da genitora. Segundo a conselheira tutelar, a mãe está dentro do prazo de arrependimento previsto por lei e passará por uma avaliação técnica.
O caso gerou repercussão na sociedade e levantou questões sobre a segurança e a integridade dos sistemas de adoção e proteção à infância e adolescência. A população aguarda ansiosamente por respostas e a punição adequada para os envolvidos nesse triste episódio.









