
BRASIL – Crise de segurança no Equador: Ausência de inteligência e estrutura reforçada das polícias assusta população e desafia governo
O Equador era considerado o segundo país mais seguro da América Latina até 2017, mas a redução da participação do Estado na segurança pública, como o fim dos ministérios da Justiça e do Interior, contribuiu significativamente para a atual situação, de acordo com Andrade. Ela destacou a necessidade de um sistema de inteligência que permita a polícia e as Forças Armadas atuarem de maneira antecipada, além de recursos adequados para equipar a polícia com o equipamento necessário para atuar.
Carolina Andrade defendeu a necessidade de ações de segurança integradas que levem em consideração a realidade de cada território do país, e enfatizou que o que está acontecendo em Quito não é o mesmo que está ocorrendo em outras regiões como Guayaquil e Amazônia, que devem ser abordadas com mais integração.
Noboa apresentou projetos para a construção de dois presídios de segurança máxima que abrigarão os líderes das gangues, além de estratégias de curto e longo prazo que incluem desde a equipagem dos policiais com armamentos e logística até ações focadas na assistência social, saúde e educação para conter a ação dos traficantes. E vale ressaltar que os portos equatorianos são usados, principalmente, para levar drogas à Europa, um fato que deve ser enfrentado para reduzir o tráfico de drogas no país.
Apesar da onda de violência, as cidades equatorianas estão retomando gradualmente as atividades e o movimento nas ruas. O sistema de transporte em Quito está funcionando normalmente, e mesmo em Guayaquil, uma das cidades mais afetadas, a violência está reduzindo progressivamente. No entanto, a população ainda demonstra medo de transitar pelas ruas, o que demonstra o impacto que a onda de terror causou na população equatoriana.









