
BRASIL – Delegado do Rio condenado por cobrar propina e montar operações policiais fraudulentas é sentenciado a prisão em regime fechado.
A condenação do delegado também inclui a perda do cargo público, o que implicará na sua demissão da Polícia Civil. Demétrio está detido desde 2021 e mesmo com a decisão, não poderá recorrer em liberdade. As investigações que resultaram na condenação do delegado foram desencadeadas pela Operação Carta de Corso, deflagrada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que investigou um esquema liderado por Maurício Demétrio, envolvendo a cobrança de propinas de lojistas da Rua Teresa em Petrópolis, na região serrana do estado.
Além disso, a operação também levou à prisão do ex-secretário de Estado de Polícia Civil, Allan Turnowski, que segundo o MPRJ, teria contribuído com as operações fraudulentas organizadas por Maurício Demétrio. O juiz que proferiu a sentença destacou que o delegado utilizou sua função e a estrutura da instituição policial para criar um complexo plano, que envolveu a instauração de procedimentos fraudulentos contra diferentes autoridades, incluindo outros delegados que viessem a investigá-lo.
O magistrado também apontou o alto padrão de vida do acusado, considerando-o incompatível com sua remuneração. Segundo a decisão, “o acusado implementou uma insaciável e perversa exposição pública de seus alvos, em especial delegados de polícia, por meio de intensa divulgação na mídia (por ele fomentada) de narrativas marcadas por falsas acusações de crimes. A desconstrução pública da imagem de pessoas, em especial pelo uso de grandes meios de comunicação, traduz em consequência de superlativa danosidade que, certamente, é impossível de ser restabelecida ao status anterior ao ilícito”.
Portanto, a condenação de Maurício Demétrio Afonso Alves representa um marco nas investigações sobre corrupção no Rio de Janeiro e tem um significativo impacto tanto para a Polícia Civil quanto para a sociedade em geral, reforçando a importância do combate à corrupção e à impunidade, mesmo entre agentes públicos.









