
ALAGOAS – “Alagoas se destaca no Encceja: número de reeducandos aprovados cresce mais de 350% em 2023”
Com esses números, Alagoas se tornou um exemplo de investimento em ressocialização pela educação no país. De 45 aprovados em 2022, o estado aumentou esse número para 204 em 2023, garantindo assim o certificado de Ensino Fundamental e Médio para os reeducandos. Esses resultados foram alcançados por meio de ações educacionais promovidas dentro do sistema prisional alagoano, demonstrando um passo importante para a reintegração à sociedade e reinserção dos reeducandos no mercado de trabalho.
O secretário da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), Diogo Teixeira, destacou que o estado continuará investindo fortemente na educação dentro dos presídios, seguindo a determinação do governador Paulo Dantas. Parcerias importantes com o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Secretaria de Educação têm contribuído para alcançar esses índices positivos.
Além disso, as ações implementadas pela Seris no ano passado, como a implantação do censo educacional, têm como objetivo identificar a escolaridade das pessoas privadas de liberdade e erradicar o analfabetismo, o que é meta da atual gestão. O acesso a equipamentos que garantam estudo, trabalho e renda aos apenados é considerado uma prioridade pelo governo do estado.
O aumento das inscrições para o ENCCEJA PPL 2023 também chamou a atenção a nível nacional. Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Alagoas foi um dos destaques no país, com um aumento de 55% na adesão, saindo de 682 inscrições em 2022 para 1.057 no ano passado. A Senappen destacou a importância do ENCCEJA para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) como forma de estimular a participação em massa e fomentar a política pública de ressocialização pela educação.
O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) é aplicado em todo o Brasil pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e, em sua versão PPL, beneficia pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua a internação. Esses resultados positivos mostram o impacto transformador que a educação pode ter na vida dos reeducandos, consolidando Alagoas como um exemplo a ser seguido no país.









