BRASIL – Morte de sexta vítima em desabamento de prédio em Aracaju é confirmada pelo Hospital de Sergipe.

No último domingo, dia 31 de janeiro, um prédio residencial localizado na Avenida João Ribeiro, bairro Santo Antônio, em Aracaju, Sergipe, desabou após uma explosão causada pelo vazamento de um botijão de gás em uma das unidades do condomínio. O trágico acidente resultou na morte de cinco pessoas e deixou dezenas de famílias desabrigadas. O Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) confirmou, na quinta-feira (4), a morte do sexto e mais recente óbito em decorrência do desabamento. Carlos Alberto de Santana, 70 anos, faleceu após quatro dias de luta pela vida, tendo sofrido queimaduras em 90% do corpo.

Segundo informações divulgadas pela Secretaria Estadual da Saúde, Carlos deu entrada no Huse no mesmo dia da explosão, após ter sido resgatado e atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Após passar por avaliação médica e cirurgia para tratar das queimaduras, o paciente foi encaminhado para a unidade de tratamento intensivo de queimados, onde acabou não resistindo às complicações e faleceu. Seu corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os procedimentos necessários e, em seguida, será liberado para sepultamento.

Além das vítimas fatais, 13 pessoas foram resgatadas no local do desabamento. Três delas foram encaminhadas ao Huse com ferimentos, sendo que duas já receberam alta hospitalar e um jovem de 18 anos precisou passar por uma cirurgia no olho esquerdo, sendo liberado na última quarta-feira (3). O edifício abrigava um total de 40 famílias, das quais duas estão agora em abrigos mantidos pela Secretaria da Assistência Social de Aracaju, enquanto as demais encontram-se acolhidas por familiares.

A Polícia Civil instaurou um inquérito na última terça-feira (1º) para investigar as causas da explosão e o consequente desabamento. O trágico incidente comoveu a população local e levantou questões sobre a segurança e a adequação das estruturas dos prédios residenciais, trazendo à tona a importância de medidas preventivas e fiscalizações mais rigorosas por parte das autoridades competentes. A comunidade aguarda por respostas e espera que a justiça seja feita em relação à perda de vidas e aos danos causados por esse desastre.