
BRASIL – Número de pessoas em situação de rua em São Paulo é o mais alto do Brasil, aponta Observatório Nacional dos Direitos Humanos.
Esses dados indicam um aumento preocupante nessa população em todo o país. Robson Mendonça, presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua, ressalta que o número de pessoas vivendo nessas condições é ainda maior do que o reportado, alcançando 69 mil somente na cidade de São Paulo. Ele atribui esse aumento ao déficit de políticas públicas e a fatores como desemprego e redução da renda.
O perfil da população em situação de rua mostra que a maioria é do sexo masculino (88%), adulta (57%) e negra (68%). Além disso, problemas familiares, desemprego e questões relacionadas ao uso de álcool e drogas foram os principais motivos apontados para essa realidade. A situação se agrava ainda mais diante da violência, que afeta especialmente as mulheres nessa condição.
Apesar de São Paulo possuir a maior rede socioassistencial da América Latina, oferecendo aproximadamente 24 mil vagas de acolhimento para pessoas em situação de rua através de diversos serviços, a situação persiste e cresce a cada ano. Mendonça destaca a importância de criar políticas públicas que garantam moradia e empregabilidade para essa população, citando a lei municipal de São Paulo que determina a reserva de cota mínima de vagas de trabalho em serviços e obras públicas para pessoas em situação de rua.
A falta de registro formal não significa que essas pessoas não existam, já que o número de municípios com pessoas em situação de rua praticamente dobrou, evidenciando a necessidade de uma ação urgente para garantir dignidade e qualidade de vida para essa parcela da população brasileira.









