BRASIL – Mercado financeiro projeta inflação de 3,9% em 2023 e redução da Selic para 9% ao ano em 2024, indica Boletim Focus

A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve uma leve variação, passando de 3,91% para 3,9% para este ano. Essa estimativa foi divulgada no Boletim Focus desta segunda-feira (2), pesquisa semanal realizada pelo Banco Central (BC) que reúne as expectativas das instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para os anos de 2025 e 2026, a projeção da inflação permanece estável, mantendo-se em 3,5%. Já a estimativa para 2024 está acima do centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de o índice oficial superar o teto da meta em 2023 é de 17%, enquanto a meta definida pelo CMN para este ano é de 3,25%, também com tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em relação aos juros básicos, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros – a Selic – para 11,75% ao ano. A expectativa do mercado financeiro é que a Selic encerre 2024 em 9% ao ano, e, para os anos de 2025 e 2026, a previsão é de 8,5% ao ano.

A projeção das instituições financeiras para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano permanece em 1,52%. Já para 2025, a expectativa é de crescimento de 2%, e, para 2026, o mercado financeiro prevê uma expansão também de 2%.

No terceiro trimestre do ano passado, a economia brasileira cresceu 0,1% em comparação com o segundo trimestre de 2023, superando as projeções e atingindo seu maior patamar da série histórica.

Quanto à cotação do dólar, a previsão é que atinja R$ 5 no final deste ano, e R$ 5,03 no final de 2025. Essas expectativas são fundamentais para a definição de políticas econômicas e investimentos por parte de empresas e governo, demonstrando a importância de uma análise cuidadosa por parte dos economistas e bancos centrais.