
BRASIL – Relatório da ONU denuncia rápida deterioração dos direitos humanos na Cisjordânia ocupada por Israel e pede fim da violência.
O alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Turk, expressou grande preocupação com o uso de meios táticos e armas militares, além do uso de força desnecessária ou desproporcional, e a aplicação de restrições de movimento que afetam os palestinos. Ele pediu a Israel que tome medidas imediatas para pôr fim à violência dos colonos contra a população palestina, investigar todos os incidentes de violência, garantir a proteção efetiva das comunidades palestinas e encerrar as detenções arbitrárias em massa, detenções ilegais, tortura e outros maus-tratos contra os detidos palestinos.
Outro ponto alarmante destacado no relatório é o registro de casos de violência sexual e de gênero cometidos por soldados israelenses contra os detidos palestinos. O documento aponta que cerca de 4.785 palestinos foram detidos na Cisjordânia desde 7 de outubro e descreve situações em que detidos foram despidos, vendados, mantidos presos por longas horas com algemas e com as pernas amarradas, enquanto sofriam abusos físicos e verbais.
A Cisjordânia já vinha experimentando altos níveis de agitação, mas a situação se agravou ainda mais após o ataque a Israel em 7 de outubro por homens armados do Hamas e a subsequente invasão terrestre de Gaza por parte de Israel. Diante desses dados, é fundamental que as autoridades israelenses levem em consideração as recomendações do relatório e tomem medidas concretas para garantir a proteção dos direitos humanos na região.
Apesar dos graves apontamentos feitos pela ONU, as autoridades israelenses ainda não se pronunciaram sobre o conteúdo do relatório. É importante monitorar de perto como Israel irá abordar as preocupações levantadas pela comunidade internacional e pela própria ONU, visando assegurar a proteção a população palestina e o cumprimento dos direitos humanos na Cisjordânia ocupada.









