BRASIL – “Tribunal de Justiça do RJ mantém prisão do miliciano Zinho, apontado como o maior chefe de milícia do estado”

O maior chefe de milícia do estado do Rio de Janeiro, Luiz Antônio da Silva Braga, conhecido como Zinho, teve sua prisão confirmada pelo Tribunal de Justiça após uma audiência de custódia realizada ontem. Zinho se entregou à Polícia Federal no domingo, depois de estar foragido desde 2018 e ter contra si doze mandados de prisão.

O miliciano encontra-se em uma cela de 6 metros quadrados, dentro de uma galeria com outros milicianos, no presídio de segurança máxima Laércio da Costa Pelegrino, mais conhecido como Bangu 1, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste da cidade. Ele é apontado como o responsável pelos ataques incendiários que resultaram em mais de 30 ônibus destruídos na região metropolitana em 23 de outubro.

A prisão de Zinho foi negociada entre seus advogados, a Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Ele passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) e foi transferido para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte.

O traslado de Zinho para Bangu 1 foi realizado por um comboio composto por cerca de 50 agentes do Grupamento de Intervenção Tática, do Serviço de Operações Especiais e da Divisão de Busca e Recaptura, todos da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap). A rendição do miliciano aconteceu na mesma semana em que uma operação da PF foi deflagrada para investigar o envolvimento da deputada estadual Lucinha (PSD) e uma assessora dela com o grupo miliciano.

A prisão de Zinho representa mais um passo na tentativa de desmantelar as organizações criminosas ligadas à milícia no Rio de Janeiro. As autoridades seguem empenhadas em combater esse tipo de crime e garantir a segurança da população, em meio a um cenário de violência e criminalidade na região metropolitana.