
Alagoana acusada de tráfico internacional de mulheres é extraditada da Espanha para o Brasil e está sob custódia da Justiça.
As investigações sobre o caso tiveram início em 2006, quando um inquérito policial foi instaurado para apurar a existência de uma rede criminosa especializada em selecionar e ludibriar mulheres do Rio Grande do Norte sob o falso argumento de trabalharem como dançarinas de clubes espanhóis. Os integrantes do grupo alegavam que as garotas iriam ganhar bastante dinheiro na Europa, mas ao chegarem à Espanha, as vítimas descobriam que seriam exploradas sexualmente em boates.
Uma das integrantes do grupo criminoso era a alagoana de 38 anos, que foi condenada em 2018 e teve seu nome incluso na Difusão Vermelha da Interpol, passando a ser procurada. No início deste ano, ela foi localizada e presa pela polícia espanhola, mas foi solta provisoriamente e estava desaparecida até o último mês de novembro. A acusada foi localizada e presa novamente na Espanha em cumprimento ao mandado de prisão expedido pela 14ª Vara/JF/RN.
A extradição para o Brasil foi realizada por policiais federais da Diretoria de Cooperação Internacional (DCI) e da Superintendência da PF em Natal. Ela desembarcou no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante/RN na quinta-feira, 21, e foi submetida a exame de corpo de delito no Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), antes de seguir, sob custódia, para o Centro de Detenção Provisório de Parnamirim, onde se encontra à disposição da Justiça.
A extradição da acusada é resultado de uma longa investigação e demonstra a cooperação entre as polícias brasileira e espanhola para combater o tráfico internacional de mulheres. A PF reafirma seu compromisso em garantir a segurança e a justiça para as vítimas desse tipo de crime, assim como em responsabilizar os envolvidos.









