
BRASIL – Justiça Federal do Rio de Janeiro recebe denúncia do MPF contra policiais rodoviários acusados pela morte da menina Heloísa
A denúncia apresentada pelo MPF inclui acusações de homicídio consumado, quatro tentativas de homicídio e fraude processual. Neste sentido, a Justiça Federal decidiu manter as medidas cautelares impostas aos réus, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se aproximarem das vítimas. Além disso, o MPF recorreu à Justiça pedindo a prisão preventiva dos policiais e que eles sejam levados a Júri Popular.
A denúncia defende que os três policiais respondam pelos crimes, argumentando que mesmo que todos não tenham atirado, a confluência de vontades é suficiente para que sejam considerados culpados. Segundo o órgão, os agentes decidiram “em comunhão de desígnios e por vontade livre e desimpedida”, se aproximar do veículo e atirar contra ele.
Por outro lado, os policiais alegam que receberam informações de que o veículo era roubado, justificando assim a intervenção. No entanto, o MPF rebateu essa alegação, afirmando que não encontrou nenhum registro de roubo no Departamento Nacional de Trânsito (Detran). Além disso, o órgão ressaltou que o carro foi adquirido pelo valor de mercado e não há nenhum registro de roubo envolvido na transação.
Outro ponto destacado na denúncia é o fato de os policiais não terem atirado nos pneus do carro, o que, para os procuradores, indica a intenção de matar os ocupantes do veículo. As armas usadas pelos agentes da PRF foram fuzis de calibre grosso e alcance longo, que, segundo a acusação, demonstra a intenção de matar.
Diante desses argumentos, a denúncia do MPF levanta sérias questões sobre a conduta dos policiais envolvidos no caso. Agora, cabe à Justiça Federal do Rio de Janeiro decidir sobre o desenrolar desse processo e a possível punição dos acusados.









