
BRASIL – Mulher muçulmana é agredida e tem véu arrancado em ataque islamofóbico no interior de São Paulo
O caso foi denunciado como islamofobia na última terça-feira pelo sheik Rodrigo Jalloul, do Centro Islâmico da Penha. O religioso afirma que a vítima chegou a pedir ajuda à Polícia Militar, mas os agentes orientaram que ela fosse a uma delegacia para prestar queixa na segunda-feira, alegando que o atendimento em dia de semana seria melhor do que o de plantonistas.
A agressão foi registrada pela polícia como um crime de lesão corporal. A identidade dos agressores não foi informada pela vítima. De acordo com o sheik Jalloul, a comunidade islâmica tem sofrido mais violência desde o ataque organizado pelo grupo Hamas contra Israel em 7 de outubro. Segundo ele, a hostilidade contra seguidores do islamismo tem se intensificado desde os ataques às Torres Gêmeas nos Estados Unidos em 2001.
Para o líder muçulmano, o caso da agressão à mulher não é isolado, e ele relata que tem recebido relatos de agressões verbais e hostilidades contra a religião muçulmana. A Secretaria da Segurança Pública confirmou que o caso foi registrado como lesão corporal pelo 4º DP de Mogi das Cruzes e que a vítima foi orientada quanto ao prazo para a representação criminal.
A comunidade islâmica teme que a hostilidade contra eles atinja outro nível após o ataque do grupo Hamas, e especialistas apontam que a associação entre seguidores do islamismo e atos de terrorismo tem contribuído para intensificar o ódio contra essa religião. A agressão à mulher muçulmana em Jundiapeba é mais um exemplo desse contexto de aumento da intolerância religiosa.









