BRASIL – PGR recupera vídeo apagado por Bolsonaro após atos golpistas e envia ao STF para investigação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) realizou com sucesso a recuperação do vídeo postado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro logo após os atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro. A gravação, que havia sido apagada por Bolsonaro duas horas após sua publicação, foi enviada nesta sexta-feira (15) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e será anexada à investigação que apura se Bolsonaro teria feito incitação pública às invasões ao compartilhar o vídeo nas redes sociais em 10 de janeiro.

O vídeo em questão tratava do questionamento da regularidade das eleições de 2022, apresentando um procurador do estado de Mato Grosso questionando o resultado das eleições durante uma entrevista à Rádio Hora 92,3.

Para realizar a recuperação do vídeo, a PGR contou com o apoio da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise, órgão responsável pelos dados de investigações criminais. Este procedimento foi essencial para garantir o acesso às informações cruciais para a investigação em andamento.

No dia 13 de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes incluiu o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura a autoria intelectual dos atos ocorridos em 8 de janeiro e determinou a preservação do vídeo em questão como parte das evidências.

A recuperação do vídeo se deu após uma solicitação feita por Moraes ao Facebook, empresa responsável pela plataforma em que o vídeo foi compartilhado. A plataforma informou que a publicação havia sido apagada por Bolsonaro e que não estava mais disponível em seus servidores. No entanto, a PGR conseguiu recuperar o vídeo de outras fontes, garantindo o acesso às informações necessárias para a investigação em curso.

Essa recuperação é mais um capítulo na série de desentendimentos entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e as instituições, em especial o STF. O desenrolar dos acontecimentos continuará a ser acompanhado de perto pela sociedade e pelos órgãos responsáveis pela investigação, a fim de garantir o escrutínio e a responsabilização dos envolvidos nos atos e eventos em questão.