
BRASIL – MPF pede bloqueio de R$ 1 bi da Braskem por descumprir programa de realocação em áreas de afundamento do solo em Maceió.
Em uma audiência de conciliação realizada na última terça-feira (12), a empresa não apresentou proposta nem cronograma para implementar as medidas determinadas pela Justiça. Como resultado, o MPF está pedindo que seja aplicada uma multa diária ao presidente da empresa no valor de R$ 50 mil, caso a ordem continue sendo descumprida.
A Braskem afirmou que pretende recorrer da decisão, porém, a Agência Brasil não conseguiu obter um retorno da empresa. Em uma nota recente, a Braskem informou que já desembolsou mais de R$ 9 bilhões em ações realizadas em Alagoas, incluindo indenizações e medidas socioambientais e econômicas. Segundo a empresa, cerca de 40 mil pessoas de mais de 14 mil imóveis foram realocadas em quatro anos pelo Programa de Compensação Financeira.
Em relação às vítimas, representantes da prefeitura de Maceió se reuniram com a Advocacia-Geral da União para discutir aspectos técnicos e jurídicos das reparações na quarta-feira (13). Nesta quinta-feira (14), a AGU terá uma reunião com o governo de Alagoas. Além disso, um novo equipamento para monitorar a movimentação do solo próximo da mina nº 18 foi instalado e iniciou o envio dos dados para a Defesa Civil de Maceió. O aparelho anterior foi comprometido com o rompimento da mina no último domingo (10).
Embora o novo equipamento transmita os dados em tempo real e com precisão de milímetros, ainda são necessários aproximadamente 10 dias de análise para calibração. Os outros equipamentos que fazem a medição nas demais minas no subsolo de Maceió seguem funcionando normalmente. A situação envolvendo a Braskem continua a gerar preocupação e expectativa em Alagoas, com a população aguardando a resolução deste problema.









