
ALFINETADAS: Rui Palmeira acusa JHC de firmar acordo prejudicial com a Braskem

Na entrevista concedida ao Canhão Podcast, Rui Palmeira, nesta terça-feira, 12, ex-prefeito de Maceió e atual secretário de Estado de Infraestrutura de Alagoas, expressou preocupação em relação ao acordo entre a prefeitura e a Braskem, acusando o prefeito JHC de ter negociado os bairros afetados pelo afundamento do solo por uma indenização bilionária e gastando os recursos de maneira questionável. De acordo com Palmeira, o acordo assinado isenta a Braskem de suas responsabilidades, transferindo-as integralmente para a prefeitura, que também terá que ceder toda a área afetada à empresa. Ele destaca que, conforme o acordo, a prefeitura será responsável por tudo que ocorrer a partir da data da assinatura em diante.
Rui Palmeira revela que a prefeitura resistiu à realocação dos moradores dos Flexais para evitar assumir o compromisso de indenização estabelecido no acordo. Além disso, enfatiza a necessidade de esclarecimentos sobre diversos detalhes, defendendo a criação de uma CPI da Braskem. O ex-prefeito também aponta uma suposta conexão entre o prefeito JHC e a empresa MTSUL, relacionada ao sogro do prefeito, que estaria envolvida em contratos com a Braskem, utilizando recursos das vítimas sem licitação.
Rui Palmeira responsabiliza a Agência Nacional de Mineração pelo afundamento do solo, alegando falta de fiscalização adequada da atuação da Braskem em Maceió, comparando a situação com desastres ocorridos em Brumadinho/MG e Mariana/MG. Atualmente à frente da Secretaria de Estado de Infraestrutura de Alagoas, Rui Palmeira aguarda definições, afirmando que a decisão final será tomada em março de 2024. Ele não descarta a possibilidade de permanecer no grupo ligado à família Calheiros, mas reconhece outros nomes, como os deputados Alexandre Ayres, Rafael Brito e José Wanderley, como potenciais candidatos com maior apoio do MDB de Renan Calheiros.
Palmeira discute também as obras previstas para o Estádio Rei Pelé em 2024, destacando a necessidade de reformas estruturais para garantir a segurança do público nos próximos 30 anos. Ele assegura que durante o processo de reforma, que pode durar 18 meses, haverá um planejamento para isolar apenas os setores em obras, mantendo a maior parte do estádio aberta para o público. Em relação a reformas anteriores, como as realizadas em 2014 para a Copa do Mundo, ele destaca que foram pontuais nos vestiários e nas áreas destinadas aos jornalistas.


