
BRASIL – Senado aprova indicações de embaixadoras do Brasil na Venezuela e Guiana em meio à disputa territorial.
Durante a sabatina na Comissão de Relações Exteriores, a diplomata Glivânia Oliveira afirmou que atuará pela preservação da paz na região, destacando que todas as atenções estão voltadas para a reunião entre os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Guiana, Irfaan Ali, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe. A reunião será mediada pela Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a Comunidade do Caribe (Caricom), e a diplomata ressaltou que os esforços brasileiros em busca da interlocução e da preservação da paz na região estarão no mais alto das prioridades.
Maria Cristina de Castro Martins, indicada para a embaixada do Brasil na Guiana, também passou pela sabatina na mesma comissão. A área de Essequibo é rica em minérios e pedras preciosas, e está sob controle da Guiana desde que o país se tornou independente, em 1966. A Venezuela, por sua vez, afirma que o território pertence a ela, e no dia 3 deste mês, venezuelanos aprovaram, em referendo, a transformação do território de Essequibo em um estado da Venezuela.
A Guiana considera o referendo ilegal e afirma que não há dúvidas sobre a validade do Laudo Arbitral de 1899, que estabeleceu a atual fronteira entre os dois países. A decisão é contestada pela Venezuela nas Nações Unidas desde 1962. A disputa territorial aumentou as tensões na região, e a atuação das novas embaixadoras brasileiras é de extrema importância para buscar uma solução pacífica para o impasse.
A indicação das embaixadoras foi aprovada pelo Senado e comunicada à Presidência da República, e as diplomatas irão assumir os cargos em meio a uma disputa em andamento entre Venezuela e Guiana pelo território de Essequibo. A preservação da paz na região está entre as prioridades das embaixadoras, que assumirão os cargos em um momento decisivo para a resolução do impasse territorial.









