
BRASIL – Javier Milei toma posse como presidente da Argentina e promete reconstrução do país em primeiro discurso no Congresso.
“Hoje começa uma nova era na Argentina. Hoje damos por terminada uma longa e triste história de decadência e começamos o caminho de reconstrução do país”, declarou o presidente.
Milei falou para uma multidão de pessoas, principalmente vestidas com a camisa da seleção argentina, por cerca de 30 minutos. Ele enfatizou que a população precisará de paciência, pois o ajuste fiscal a ser feito será difícil no início, mas necessário para reerguer a economia do país.
“Não há alternativa possível que não seja o ajuste. Logicamente isso vai impactar no nível de atividade, emprego, salários reais e na quantidade de pobres e indigentes. Haverá inflação, é certo. Mas não é algo diferente do que ocorreu nos últimos 12 anos”, pontuou Milei.
O presidente reconheceu que a Argentina enfrenta uma grave crise econômica, mas afirmou que seu governo vencerá essas dificuldades. Ele ressaltou que a crise não se restringe ao setor econômico, atingindo também áreas como saúde, educação e segurança.
Milei reforçou a importância de um ajuste na economia, concentrado principalmente no setor público, e declarou que “é o último momento ruim para começar a reconstrução da Argentina”, trazendo esperança para a população.
Após seu discurso, o presidente seguiu em carro aberto para a Casa Rosada, onde deverá receber chefes de Estado, como o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. A ausência do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi notada no evento, pois ele enviou o chanceler Mauro Vieira para representá-lo na posse de Milei.
Durante seu pronunciamento, Milei também assegurou que não pretende perseguir opositores, sinalizando um discurso de união e abertura política. Sua declaração de que receberá dirigentes políticos e sindicais com “braços abertos” marca uma possível mudança de postura em relação a governos anteriores.
A posse de Milei como presidente marca um novo capítulo na história da Argentina, trazendo consigo desafios, mas também a promessa de um “dia novo”, como destacou o líder argentino em seu discurso.









