
Religiosos do culto ao Orixá celebram Iemanjá na orla de Maceió em dia de Nossa Senhora da Conceição.
De acordo com Oba Má Dè, representante do culto ao Orixá, a celebração é uma forma de expressão a Yaba, a mãe que representa o mar. Ele enfatizou a relevância do oceano para a história do povo africano, que foi trazido como escravo para as terras brasileiras. A manifestação de fé durante o dia de Nossa Senhora da Conceição é um exemplo do sincretismo religioso, que une práticas e crenças de origens distintas.
O sincretismo, segundo Oba Má Dè, permitiu que os cultuadores do Orixá pudessem expressar sua devoção mesclando elementos do catolicismo com a tradição africana. Ele explicou que cada santo católico foi associado a uma divindade do Orixá, como São Jerônimo que representa Xangô e Santa Bárbara que se relaciona com Oya.
A celebração reuniu fiéis de diversas regiões do estado, incluindo a capital e o interior. Na orla da Pajuçara, foram realizados rituais com uso de tambores e oferendas depositadas no mar, simbolizando o agradecimento à “grande mãe” que fortaleceu aqueles que foram trazidos como escravos e constituíram a riqueza do país.
A festividade foi marcada pela preservação das tradições e pela valorização da cultura afro-brasileira, reafirmando a importância do respeito e da celebração das práticas religiosas de matriz africana. A devoção a Iemanjá, através do sincretismo religioso, evidencia a diversidade e a riqueza das manifestações espirituais presentes na sociedade brasileira.









