BRASIL – Guerra Israel-Hamas mata mais jornalistas em 30 anos; Federação Internacional de Jornalistas denuncia falta de proteção e impunidade aos agressores

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) revelou que, até agora em 2023, 94 jornalistas foram mortos em conflitos em todo o mundo. A organização expressou grande preocupação com o aumento do número de mortes de profissionais da comunicação, superando os registros do ano anterior.

A guerra entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas foi o palco da maioria dessas mortes, vitimando 68 jornalistas. A presidente da FIJ, Dominique Pradalié, ressaltou a urgente necessidade de uma nova norma global para proteger os profissionais de imprensa, enfatizando que os agressores devem ser responsabilizados por suas ações.

A situação em Gaza foi especialmente preocupante, com a FIJ destacando que a guerra na região resultou em mais mortes de jornalistas do que qualquer outro conflito desde que a organização começou a registrar essas ocorrências em 1990. A maioria das vítimas eram jornalistas palestinos na Faixa de Gaza.

Além da guerra em Gaza, a Ucrânia também foi destacada como um ambiente perigoso para jornalistas, com três mortes registradas desde o início do ano devido à guerra com a Rússia. A FIJ também lamentou as mortes de jornalistas em outros países, como Afeganistão, Filipinas, Índia, China e Bangladesh.

A entidade também manifestou preocupação com a impunidade nos crimes contra trabalhadores da mídia e instou os governos a tomarem medidas adequadas para garantir a segurança dos jornalistas. A FIJ registrou uma queda nas mortes de jornalistas na América do Norte e do Sul em comparação com o ano anterior, destacando que sete jornalistas foram mortos na região até agora em 2023.

No continente africano, a organização relatou “quatro assassinatos particularmente chocantes” em Camarões, Sudão e Lesoto, que ainda não foram totalmente investigados. Além disso, 393 trabalhadores da mídia foram detidos até o momento em 2023, incluindo 80 na China e em Hong Kong. Outros países como Myanmar, Turquia, Rússia, Crimeia, Bielorrússia e Egito também tiveram números significativos de detenções de jornalistas.

Diante desse cenário alarmante, a FIJ enfatiza a importância vital de proteger e garantir a segurança dos profissionais da comunicação, especialmente em ambientes de conflito e crise. A organização está comprometida em continuar monitorando, relatando e defendendo pela proteção dos jornalistas em todo o mundo.