
BRASIL – Casos de dengue aumentam 17,5% em 2023, indicam dados do Ministério da Saúde; aletas preocupam autoridades de saúde.
De acordo com o Ministério da Saúde, fatores como variação climática, aumento das chuvas, suscetibilidade das pessoas às doenças e mudança na circulação do sorotipo do vírus podem ter contribuído para este aumento. Os estados com maior incidência de dengue são Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás.
Em relação à chikungunya, o Brasil registrou 145,3 mil casos da doença até dezembro de 2023, com uma taxa de incidência de 71,6 casos por 100 mil habitantes. Houve uma redução de 42,2% em comparação com 2022, quando foram notificados 264,3 mil casos. Este ano, foram confirmados 100 óbitos causados pela doença, com as maiores incidências em Minas Gerais, Tocantins e Espírito Santo.
Já os dados de zika, coletados até o final de abril de 2023, mostram um aumento de 289% em relação ao mesmo período de 2022, com 7,2 mil casos da doença notificados. Até o momento, há registro de um óbito por zika em investigação.
Os dados também revelam que 74,8% dos criadouros do mosquito da dengue estão nos domicílios, destacando a importância da participação da sociedade na eliminação de criadouros e prevenção da água parada. O Ministério da Saúde orienta a população a fazer uma inspeção em casa pelo menos uma vez por semana para evitar a proliferação do mosquito.
O órgão destacou ainda que a projeção de aumento de casos de dengue no próximo verão se deve a fatores relacionados às mudanças climáticas e ao ressurgimento dos sorotipos 3 e 4 do vírus no Brasil. Buscando enfrentar as doenças, o Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 256 milhões para o fortalecimento da vigilância das arboviroses, além da análise da incorporação da vacina Qdenga ao SUS e a ampliação do método Wolbachia, que tem apresentado resultados promissores no controle do Aedes aegypti.
Durante coletiva de imprensa, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, ressaltou a importância de ações coordenadas de combate às arboviroses e de esclarecimento junto à população. “Esta semana, voltei da COP28 [Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas] e, pela primeira vez, tivemos um evento dedicado à saúde na programação oficial”, destacou a ministra.
Nísia enfatizou que o país já possui conhecimento científico validado que permite uma maior proteção da população e que, neste momento, está pactuando ações com estados e municípios, incluindo o fortalecimento da vigilância e o controle de vetores, além do investimento de R$ 256 milhões no enfrentamento das arboviroses.









