BRASIL – Sociedades científicas apresentam contribuições para intensificar vacinação contra HPV no enfrentamento do câncer

Sociedades Científicas Apresentam Contribuições para o Enfrentamento do Câncer Sensível à Vacinação Contra o HPV

Nesta quinta-feira (7), no Rio de Janeiro, sociedades científicas expuseram as contribuições que têm sido fornecidas ao Ministério da Saúde e que podem ser intensificadas para enfrentar os cânceres sensíveis à vacinação contra o Papiloma Vírus Humano (HPV). O evento “Vacina e prevenção do câncer: vários olhares, muitos desafios” foi promovido pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e organizações não governamentais (ONGs).

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Mônica Levi, destacou a importância do apoio à vacinação nas escolas e a capacitação de profissionais que atuam na imunização. Ela ressaltou a necessidade de reforçar a divulgação dos benefícios da vacinação e de criar novas formas de sensibilizar as gerações mais jovens para a vacinação contra o HPV. Além disso, Mônica propôs a construção de um vídeo de animação para explicar à sociedade como o HPV pode resultar em câncer anos depois.

A presidente da Comissão Nacional Especializada (CNE) de Vacinas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Cecília Maria Roteli Martins, enfatizou a importância de redefinir a comunicação sobre infecções de transmissão sexual e intensificar a vacinação para pessoas com HIV/Aids. Ela também recomendou a vacinação contra o HPV para mulheres com lesões de alto grau no colo do útero diagnosticadas biologicamente.

Izabela Costa Santos, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), abordou o câncer de orofaringe, ressaltando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

A vacinação é considerada uma estratégia crucial para prevenir a infecção pelo HPV. No entanto, a cobertura vacinal permanece abaixo do esperado. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2021, somente 57,2% das meninas e 37,69% dos meninos tomaram as duas doses da vacina e estão com o calendário vacinal em dia.

A vacinação contra o HPV no Brasil é realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo disponibilizada para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, com a administração de duas doses. Também podem se vacinar mulheres e homens de 15 a 45 anos que apresentam condições específicas.

Os desafios para aumentar a cobertura vacinal e intensificar as ações de prevenção do câncer sensível à vacinação contra o HPV foram discutidos no evento, trazendo à tona a importância da atuação conjunta de entidades e profissionais de saúde para enfrentar esse desafio de saúde pública.

A conscientização, a divulgação de informações corretas e a capacitação de profissionais são peças-chave nesse processo, e as contribuições das sociedades científicas podem ser fundamentais para superar esses desafios e promover a prevenção e o enfrentamento do câncer sensível à vacinação contra o HPV.