BRASIL – Hospital Municipal Brigadeiro em São Paulo é interditado após irregularidades serem constatadas pela Vigilância Sanitária.

O prazo estipulado pela Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo para a remoção de todos os pacientes internados no Hospital Municipal Brigadeiro, na capital paulista, termina nesta quarta-feira (6). A interdição da unidade foi determinada pela Vigilância Sanitária de Saúde do estado após a visita que constatou diversas irregularidades no hospital.

De acordo com as autoridades, a interdição ocorreu após vistoria realizada neste mês, constatando as mesmas irregularidades apontadas durante visita feita em janeiro deste ano, quando a unidade foi parcialmente interditada e proibida de receber novos pacientes. Depois de novas diligências, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) recomendou à secretaria que o hospital fosse redesignado para outro tipo de serviço, de menor complexidade, como assistência médica ambulatorial ou unidade básica de saúde (UBS).

Os relatórios da vistoria apontaram diversas questões preocupantes, como a falta de equipamento para conforto térmico, ar viciado, alta temperatura nas enfermarias, incidência solar direta em pacientes, entre outras irregularidades. Além disso, o Ministério Público mencionou a ausência de distribuição de alimentos nos andares de internação, banheiro único para pacientes e funcionários com dimensões inadequadas, e materiais médicos espalhados pelo hospital sem controle ou registro de temperatura ou umidade.

A prefeitura de São Paulo teve dez dias para apresentar um plano de ação referente à unidade e às irregularidades encontradas, após a entrega dos apontamentos do Centro de Vigilância Sanitária ao Ministério Público. A Secretaria de Saúde informou que o Hospital Municipal Brigadeiro continua em funcionamento, mas no momento não está realizando transferências e recebendo novos pacientes. Todos os questionamentos apontados estão em análise técnica pelas vigilâncias municipal e estadual.

Mesmo com o fim da pandemia e sem que o local tivesse condições sanitárias mínimas para funcionamento a longo prazo, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, entidade responsável pela gestão da unidade, teve o contrato mantido pela prefeitura. O Hospital Municipal Brigadeiro foi criado, em caráter emergencial, para atendimento a pacientes de covid-19.

Fica a expectativa para as próximas definições a partir da avaliação das irregularidades encontradas.