
BRASIL – “População em situação de pobreza e extrema pobreza no Brasil registra queda entre 2021 e 2022, aponta IBGE”
De acordo com o relatório, em 2022 havia 67,8 milhões de pessoas na pobreza e 12,7 milhões na extrema pobreza. Frente a 2021, esses contingentes recuaram 10,2 milhões e 6,5 milhões de pessoas, respectivamente.
O documento ainda aponta que de 2021 a 2022, a extrema pobreza e a pobreza recuaram em todas as regiões, em especial no Norte (-5,9 ponto percentual e -7,2 ponto percentual, respectivamente) e no Nordeste (-5,8 ponto percentual e -6,2 ponto percentual).
Dados também revelam que em 2022, entre as pessoas com até 14 anos de idade, 49,1% eram pobres e 10%, extremamente pobres. Na população com 60 anos ou mais, 14,8% eram pobres e 2,3%, extremamente pobres.
Um ponto de extrema importância é indicado no relatório, onde a Síntese de Indicadores Sociais revela que a participação dos programas sociais no rendimento domiciliar das pessoas em situação de extrema pobreza chegou a 67% em 2022. Já a renda do trabalho foi responsável por apenas 27,4% do rendimento deste grupo.
Outro dado impactante é que os impactos da ausência hipotética dos programas sociais teriam elevado em 12% a proporção de pobres do país em 2022, que passaria de 31,6% para 35,4%, e que a extrema pobreza teria sido 80% maior em 2022, passando de 5,9% para 10,6% da população do país.
A pesquisa também revelou que o percentual de domicílios próprios e já pagos vem caindo no Brasil, passando de 67,8% em 2016 para 64,6% em 2022. A condição de domicílio alugado aumentou, atingindo 20,2% da população em 2022.
Em relação à segurança, o relatório mostrou que 13,8% da população de menor rendimento sentiam insegurança em sua residência e 29,8% em seu bairro. Entre a população com maior rendimento, esses percentuais eram 6,9% e 25,1%, respectivamente.
Esses números mostram que mesmo com melhorias em algumas áreas, a situação de pobreza ainda é uma realidade enfrentada por milhões de brasileiros, que ainda vivem em condições precárias e inseguras. A pesquisa reforça a necessidade de políticas públicas efetivas para diminuir a desigualdade e melhorar as condições de vida da população mais vulnerável.









