
BRASIL – Cidade de Maceió enfrenta emergência com risco de colapso de mina da Braskem e evacuações em cinco áreas desde 2018.
A Defesa Civil de Maceió vem monitorando o risco de colapso em uma das 35 minas da Braskem e detectou um avanço no afundamento do solo, o que tem gerado grande preocupação. Nos últimos dias, a velocidade do afundamento chegou a 0,7 cm por hora, mas houve uma diminuição para 0,3 cm por hora recentemente. Nas últimas 24 horas, o afundamento foi de 7,4 cm. O coordenador da Defesa Civil de Maceió, Abelardo Nobre, destacou que as áreas que podem ser mais afetadas já foram evacuadas e que, no momento, trabalham com dois cenários: o de afundamento lento e sem ruptura total, e o cenário de ruptura, com possibilidade de formar uma cratera.
Segundo Noble, a situação é inédita no país, mas a Defesa Civil teve tempo para se preparar e conta com o auxílio de técnicos da Defesa Civil Nacional. Ele evitou falar sobre a responsabilidade da Braskem na tragédia, mas destacou que já havia um plano de contingência elaborado em caso de um possível colapso. Diversas agências e órgãos estão envolvidos no plano, incluindo a Marinha, o Exército, a Defesa Civil Nacional e a Secretaria de Desenvolvimento Social do município, que já montou abrigos para possíveis deslocamentos.
Nobre informa que a redução no ritmo do desabamento do solo é positiva, mas não traduz uma estabilização. Ele afirma também que o cenário de a água da Lagoa de Mundaú ocupar a mina 18 é descartado, e que as rachaduras na área de aterro são resultado da deformação do solo. No entanto, as comunidades afetadas estão exigindo inclusão na área de risco e realocação, gerando críticas à Defesa Civil de Maceió. A situação continua preocupante e a população aguarda por respostas e soluções para o problema em curso.









