
BRASIL – Defesa Civil de Maceió em alerta máximo devido a risco de colapso em mina de sal-gema da Braskem
Diante dessa situação, a recomendação da Defesa Civil é clara: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização das autoridades responsáveis, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para minimizar o perigo. A equipe de análise da Defesa Civil ressalta que essas informações são baseadas em dados contínuos, incluindo análises sísmicas.
A mina 18 é composta por cavernas abertas pela Braskem para a extração de sal-gema, e desde que o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) confirmou que a atividade havia provocado o afundamento do solo na região, as cavernas estavam sendo fechadas. O sal-gema é uma matéria-prima essencial na indústria para a obtenção de produtos como cloro, ácido clorídrico, soda cáustica e bicarbonato de sódio.
No dia 30 de novembro, a prefeitura de Maceió decretou situação de emergência por 180 dias devido ao iminente colapso da mina, que pode resultar no afundamento do solo em vários bairros. Neste momento, a área já está desocupada e a circulação de embarcações da população está restrita na região da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange, na capital.
Como medida preventiva, nove escolas foram preparadas para receber até 5 mil pessoas vindas das regiões afetadas, com carros-pipa, colchões, alimentação, equipes de saúde, Guarda Municipal e assistência social. Ministros do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e dos Transportes, Renan Filho, também visitaram Maceió com uma equipe de técnicos para acompanhar a situação de perto.
Em uma rede social, Renan Filho afirmou que a empresa responsável precisa ser responsabilizada pela situação. Ele defendeu que a Braskem seja responsabilizada civil e criminalmente pelos danos materiais e ambientais causados aos moradores de Maceió. Dias também ressaltou a gravidade da situação e afirmou que o Ministério do Desenvolvimento Social está atento para prestar a assistência necessária.
A Braskem, por sua vez, informou que continua monitorando a situação da mina 18 e tomando todas as medidas cabíveis para minimizar o impacto de possíveis ocorrências. A empresa destaca que a área isolada desde terça-feira (28) está desabitada desde 2020 e que está implementando um monitoramento com equipamentos de última geração para detectar movimentações no solo e viabilizar o acompanhamento pelas autoridades, além de adotar medidas preventivas.









