
BRASIL – Greve dos serviços públicos em São Paulo continua até quarta-feira, sindicatos reafirmam vitória e buscam debate sobre privatizações.
Faggian enfatizou que, apesar da greve ter um caráter corporativo na defesa dos empregos e interesses dos trabalhadores da Sabesp, a unificação visa garantir que a população tenha acesso a serviços públicos de qualidade. Ele destacou a importância do saneamento básico e salientou que a Sabesp é uma empresa pública que presta um serviço de excelência, operando em 375 municípios e atendendo a 70% da população do estado.
Na visão de Faggian, não há argumentos razoáveis para continuar insistindo na privatização da Sabesp, já que a experiência mostra que a privatização resultou em deterioração dos serviços e aumento das tarifas. A presidente do Sindicato dos Metroviários, Camila Lisboa, revelou que a categoria propôs ao governo estadual a liberação gratuita do transporte público sob trilhos, mas a resposta do governo foi negativa. Ela ressaltou a necessidade de debater o tema e provar que a privatização não resultará nos mesmos problemas observados em outras concessões privadas.
O vice-diretor de políticas sociais do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), Richard Araújo, observou a participação dos professores na greve unificada, destacando que a flexibilização do orçamento para a educação também é uma das razões para aderir ao movimento.
O governo estadual informou que 62% do contingente da CPTM estava trabalhando, cumprindo a decisão judicial que determina um mínimo de 60% dos trabalhadores em atividade durante determinados horários. De acordo com o governo, a multa diária para descumprimento das determinações judiciais é de R$ 700 mil.
Em relação aos serviços públicos estaduais da capital, o governo determinou ponto facultativo para remarcação de consultas, exames e demais serviços que estavam agendados para o período da greve. Os serviços de segurança pública, restaurantes e postos móveis do Bom Prato não foram afetados.









