BRASIL – “Programa Mais Médicos forma maior turma de profissionais em 10 anos e planeja ampliar atuação nas regiões do país”

Esta semana foi concluído o curso de capacitação para cerca de 3,5 mil médicos que trabalharão no Programa Mais Médicos. Segundo o Ministério da Saúde, essa é a maior turma em formação desde o início do programa há 10 anos. Com a retomada do programa, no primeiro semestre deste ano, foi registrado o maior número de pedidos de inscrição da história, totalizando 34 mil solicitações. A estimativa é que até o final de 2021, 28 mil profissionais estejam atuando nos municípios, sendo que atualmente 20 mil já estão alocados.

Na última terça-feira (28), os médicos em formação em São Paulo realizaram uma prova para ingressar no programa, após uma aula intensiva de preparação na segunda-feira (27). A prova abordou temas como atenção primária à saúde e o acolhimento dos pacientes, sendo parte do curso de capacitação para os profissionais. Mariana Tomasi Scardua, coordenadora pedagógica do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv) – Polo São Paulo, ressaltou a importância de se pensar na atenção à saúde de populações quilombolas, ribeirinhas, prisionais, LGBTQIA+, e a abordagem de doenças prevalentes como hipertensão, diabetes, tuberculose, hanseníase, malária, covid e raiva.

Em São Paulo, 1,3 mil médicos que atuarão nas regiões Sul e Sudeste participaram do treinamento, com duração de 30 dias. Após a aprovação no curso, terão suas inscrições efetivadas no programa. O curso também foi realizado na Bahia e em Minas Gerais para profissionais que atuarão em outras regiões do país. Os aprovados terão entre 4 e 8 de dezembro para se apresentar nos municípios.

Além disso, médicos formados no exterior ou estrangeiros receberão um registro temporário para atuar, enquanto não passam pelo Revalida, exame que valida diplomas de medicina de formados fora do Brasil.

O secretário adjunto de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Felipe Proenço de Oliveira, ressaltou o objetivo de ampliar ainda mais o programa, afirmando que no primeiro semestre foi possível recompor o quantitativo de profissionais que estavam no programa ao longo do tempo. Já no segundo semestre estão sendo providenciadas vagas novas, com a expectativa de chegar a 28 mil médicos alocados até o final deste ano.

Nídia Machado, formada na Nicarágua, comentou que trabalhou anteriormente no Brasil com uma liminar e que agora precisa passar pelo Revalida. Ela destacou as similaridades nas doenças encontradas entre seu país e a Região Norte do Brasil.

A médica Gabriela Ferrari Santos, que participa do curso em São Paulo, avaliou o programa como uma oportunidade de levar atenção básica a toda a população e destacou a importância de colocar o Sistema Único de Saúde em prática.