
BRASIL – Governador promete continuar privatizações em meio à greve e critica descumprimento de decisão judicial pela categoria dos metroviários.
De acordo com Tarcísio, as desestatizações e estudos para concessões não serão interrompidos. Ele afirmou que o programa de governo será seguido, sem espaço para conciliação ou negociação, e que as concessões e privatizações serão estudadas e realizadas.
Sobre a greve, o governador declarou que será adotado um sistema de individualização de condutas para punir aqueles que desrespeitaram a decisão judicial de manter um percentual mínimo de trabalhadores em atividade. Segundo Tarcísio, o Metrô atingiu 88% de adesão à greve e não cumpriu o percentual determinado pela Justiça.
O desembargador Marcelo Freire Gonçalves, vice-presidente judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2), concedeu uma liminar que determina que os trabalhadores da Companhia do Metrô mantenham 80% do efetivo em atividade nos horários de pico e 60% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 700 mil em caso de descumprimento. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também foi afetada pela decisão, que estabelece multa diária de R$ 600 mil em caso de descumprimento.
O diretor do sindicato dos Metroviários, Dagnaldo Gonçalves, defendeu o movimento grevista, apontando o impacto das privatizações sobre os trabalhadores. Ele afirmou que a privatização leva à queda de salários, direitos trabalhistas e à degradação do sistema de transporte. Gonçalves também expressou preocupação com a possibilidade de privatização do Metrô de São Paulo, argumentando que isso poderia levar ao aumento das tarifas e prejudicar a qualidade do serviço.
Em relação às punições, Gonçalves afirmou que a categoria está apenas exercendo seu direito constitucional de greve e que a privatização não é a solução para melhorar o transporte público em São Paulo. Ele argumentou que o foco deveria estar na melhoria e expansão das linhas, e não na privatização.
As declarações do governador e do sindicato dos Metroviários refletem o impasse entre as partes envolvidas na greve e sinalizam a continuidade das discussões sobre as privatizações e concessões no estado de São Paulo.









