
BRASIL – PGR pede absolvição de preso em atos golpistas por falta de provas e relata agressões sofridas durante manifestação.
No pedido de absolvição, a PGR informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Geraldo era uma pessoa em situação de rua e ele chegou a apanhar dos manifestantes que participaram da depredação de prédios públicos. A prisão de Geraldo ocorreu na Esplanada dos Ministérios, onde ele era agredido pelos “integrantes da turba golpista”.
Após dez meses de prisão, Geraldo foi solto na sexta-feira (24) por decisão do ministro Alexandre de Moraes. O ministro determinou a aplicação de diversas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Geraldo Filipe foi acusado de cinco crimes: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
No depoimento prestado em janeiro, Geraldo Filipe declarou que estava em situação de rua há três meses. Ele contou que morava em Pernambuco e veio para Brasília para “fugir da perseguição” de uma facção criminosa. Segundo ele, a viagem foi paga com R$ 2,5 mil que recebeu de auxílio emergencial. Geraldo também afirmou que estava sozinho em Brasília e buscava ajuda da assistência social em um centro de atendimento à população em situação de rua.
No depoimento, Geraldo afirmou que no dia 8 de janeiro, ao deixar o local, se deparou com a movimentação de helicópteros e resolveu se aproximar da aglomeração por “curiosidade”. Ele foi agredido e chamado de “petista” e em seguida, foi preso. Ele também afirmou na oitiva que não votou nas eleições de 2022 e que não é eleitor do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além disso, na segunda-feira (20), o réu Cleriston Pereira da Cunha, que também foi preso pelos atos golpistas, morreu após um mal súbito na penitenciária da Papuda, em Brasília. A defesa de Cleriston havia pedido liberdade a Moraes e citado parecer favorável da PGR à soltura, mas o pedido não foi analisado. Com base nas informações prestadas, a PGR solicitou a absolvição e soltura de Geraldo, alegando a falta de provas suficientes para a condenação do réu.









