
BRASIL – Taxa de mortalidade materna entre mulheres negras é mais que o dobro da de mulheres brancas, aponta levantamento do Ministério da Saúde.
Além disso, o estudo aponta que durante a pandemia as proporções aumentaram ainda mais, com 194,8 mortes para cada 100 mil nascidos vivos em mulheres negras em 2021, em comparação com 121 para mulheres brancas. Essa diferença aponta para um problema constante no país, que compromete a saúde materna das mulheres negras e pardas.
As causas para essa disparidade são diversas, incluindo pré-natal tardio, presença de doenças, gestação precoce, local de internação e a necessidade de peregrinação para conseguir fazer o parto. Um dos fatores preocupantes é o pré-natal tardio, com 13,4% das mulheres pretas e pardas iniciando o atendimento no segundo trimestre da gravidez, considerado tardio, comparado a 9,1% das mulheres brancas. Além disso, as gestantes negras apresentam maiores percentuais de hipertensão arterial grave e pré-eclâmpsia grave.
O Brasil assumiu compromisso das Nações Unidas de reduzir a taxa de mortes maternas para 30 a cada 100 mil nascidos vivos até 2030, o que indica a urgência de ações que possam reverter o cenário atual. O Ministério da Saúde informou que estão sendo implementadas medidas para melhorar a saúde materna, incluindo a construção de 30 maternidades e centros de parto normal, a contratação de profissionais médicos, e o repasse de recursos financeiros para estados e municípios.
Em resumo, a disparidade na mortalidade materna entre mulheres negras e brancas é um sério problema de saúde pública no país, que requer atenção e ação imediata para garantir a saúde e segurança das gestantes e mães negras.









