
BRASIL – Movimentos sociais e políticos se unem em ato pela Palestina, em frente ao Consulado de Israel, zona sul de São Paulo.
O ato teve a presença de cerca de 120 pessoas, entre elas representantes do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Central única dos Trabalhadores (CUT), Movimentos do Trabalhadores Sem Terra, CSP Conlutas, Sindicato dos Metroviários de SP, Partido da Causa Operária (PCO) e Partido dos Trabalhadores (PT). Além disso, a Polícia Militar acompanhou o evento com 12 viaturas e 14 motos, além de outras viaturas nos arredores.
A jornalista palestino-brasileira Soraya Misleh destacou a gravidade da situação em Gaza, afirmando que milhares de pessoas estão sofrendo com a falta de alimentos, água e assistência médica. Ela lamentou a “limpeza étnica avançada em toda a Palestina” e defendeu a interrupção das relações econômicas, militares e diplomáticas com Israel por parte do governo brasileiro.
Outro destaque do evento foi a presença de Yuri Haasz, integrante do Coletivo Vozes Judaicas por Libertação, que ressaltou a diversidade de perspectivas entre a coletividade judaica em relação ao conflito. Haasz chamou atenção para a violência recente e reafirmou que a “crítica ao estado de Israel não é a mesma coisa que antissemitismo”. Ele reconheceu que a situação na região está relacionada a um contexto de opressão contínua contra o povo palestino, reforçando a importância de distinguir as críticas às políticas do estado de Israel do antissemitismo.
O ato também contou com discursos que ressaltaram a fundação de Israel como resultado de uma limpeza étnica na região, gerando um contexto de domínio e opressão sobre a população palestina. As manifestações reafirmaram o compromisso com a luta contra o genocídio e a defesa dos direitos humanos na região.
Portanto, o evento foi marcado por discursos de solidariedade e apoio ao povo palestino, reforçando a importância do engajamento de diferentes segmentos da sociedade na busca por paz e justiça na região. As vozes presentes no ato ressaltaram a necessidade de uma abordagem crítica e contextualizada da situação, visando a compreensão e transformação dos conflitos na região.









