BRASIL – Traficante Rogério 157 permanecerá em presídio federal de Porto Velho após decisão do Tribunal de Justiça.

O traficante carioca Rogério Avelino da Silva, mais conhecido como Rogério 157, teve sua transferência para uma unidade prisional do Rio de Janeiro suspensa pela segunda vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Suely Lopes Magalhães. A decisão atendeu ao pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Procuradoria-Geral de Justiça, e foi assinada na sexta-feira (27).

Rogério 157 está atualmente preso na penitenciária federal de Porto Velho, em Rondônia, desde 2018, devido ao seu envolvimento com a cúpula de uma facção criminosa no Rio de Janeiro. O MPRJ argumentou que a permanência do traficante fora do estado é necessária para dificultar sua comunicação e articulação com outros membros da facção.

A transferência de Rogério 157 havia sido autorizada pela 6ª Câmara Criminal do TJRJ na última terça-feira (24). No entanto, o secretário executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, manifestou sua preocupação com a situação, destacando a importância da cooperação para combater o crime organizado.

Rogério 157 ganhou notoriedade em 2017, quando assumiu o comando do tráfico de drogas na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro. Ele se tornou líder após um confronto com o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, conhecido como Nem, de quem era braço direito e responsável pelo comércio ilegal na região. Os conflitos na Rocinha se agravaram e levaram à intervenção federal na segurança pública do estado em dezembro daquele ano, durante o governo Michel Temer. Rogério 157 foi preso nesse contexto.

Segundo o MPRJ, o traficante permanecerá na penitenciária federal de Porto Velho até o julgamento do recurso especial que o órgão também apresentou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A transferência de criminosos de alta periculosidade, como Rogério 157, gera debates e polêmicas sobre a efetividade do sistema prisional em controlar e prevenir a atuação dessas facções. Por um lado, a manutenção em presídios federais de segurança máxima é vista como uma forma de dificultar as ações dos criminosos e seu poder de comunicação. Por outro lado, a transferência para unidades estaduais pode gerar tensões e conflitos com outras facções no local.

Atualmente, o sistema prisional brasileiro enfrenta diversos desafios, como superlotação, falta de estrutura e falta de investimento em programas de ressocialização. As facções criminosas aproveitam essas falhas para ampliar sua influência e continuar com suas atividades ilícitas. O combate efetivo a essas organizações requer um esforço conjunto e eficiente entre os órgãos de segurança pública, o Poder Judiciário e o sistema prisional.