BRASIL – Forças armadas israelenses pedem que população de Gaza se desloque para o Sul em meio a escalada de violência

No último sábado (28), o porta-voz das forças armadas israelenses emitiu um comunicado instando a população do norte de Gaza e da Cidade de Gaza a se retirar imediatamente para o sul do país. Segundo o porta-voz, a janela de oportunidade para a ação está se fechando e é crucial que as pessoas busquem abrigo no sul para garantir sua própria segurança.

As forças armadas israelenses continuam a expandir sua operação terrestre em Gaza, enviando infantaria e veículos blindados para a região. Além disso, estão realizando “ataques massivos” aéreos e marítimos. Durante a noite de sexta-feira, houve uma série de bombardeios em Gaza, resultando em centenas de prédios completamente destruídos, de acordo com a Defesa Civil palestina.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo Hamas, relatou um total de 7.703 mortes desde o início do conflito, em 7 de outubro. Israel alega que os ataques aéreos resultaram na morte do chefe do comando aéreo do Hamas, que teria sido responsável pelo planejamento do ataque em 7 de outubro, que causou a morte de mais de mil pessoas em Israel e deu início ao conflito.

No âmbito diplomático, a Assembleia Geral da ONU aprovou na sexta-feira (27) uma resolução sobre o conflito no Oriente Médio. O documento, proposto pela Jordânia e assinado por 39 países, pede uma trégua humanitária imediatamente e sustentada, visando o cessar das hostilidades. Além disso, também solicita a libertação de todos os civis mantidos ilegalmente em cativeiro.

A ONG Médicos Sem Fronteiras também fez um apelo para o fim dos conflitos, destacando as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde em Gaza devido aos ataques generalizados aos hospitais e ao pessoal médico. A diretora executiva da organização, Avril Benoît, ressaltou a exaustão tanto física como mental dos profissionais que continuam no norte de Gaza.

É importante ressaltar que as informações acima foram baseadas em fontes diversas, incluindo as agências de notícias Reuters, Lusa e RTP. A situação continua extremamente volátil na região, com consequências devastadoras para a população de Gaza. Nesse sentido, é fundamental que a comunidade internacional continue a buscar uma solução pacífica e duradoura para o conflito.