
BRASIL – Assembleia Geral da ONU aprova proposta de resolução para trégua humanitária no Oriente Médio com 120 votos favoráveis.
Além disso, o documento também faz um apelo pela “libertação imediata e incondicional de todos os civis que permanecem ilegalmente mantidos em cativeiro”. Vale ressaltar que, para que um texto apresentado em caráter emergencial seja aprovado pela Assembleia Geral, é necessário obter dois terços dos votos dos países membros. Neste caso, 14 países votaram contra a proposta e 45 se abstiveram.
A Assembleia Geral da ONU é composta por representantes de 193 países-membros e suas resoluções não têm poder de obrigatoriedade. Elas funcionam mais como um gesto político. Dentre os países que votaram a favor da proposta, estão Brasil, Jordânia, Argentina, Egito, China, Líbano, Rússia, Portugal, Arábia Saudita e África do Sul. já Israel, Estados Unidos, Guatemala, Áustria, Hungria e Paraguai votaram contra.
Antes da aprovação, a proposta da Jordânia foi criticada pela embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield. Ela argumentou que o documento não condenava o Hamas e tampouco mencionava o termo reféns, referindo-se às mais de 200 pessoas sequestradas pelo grupo que controla a Faixa de Gaza no dia 7 de outubro.
Além da trégua humanitária e da libertação de civis, a resolução aprovada pela ONU também exige que as partes envolvidas cumpram com o direito internacional e garante o acesso dos civis da Faixa de Gaza a bens e serviços essenciais como água, alimentos e medicamentos. A proposta também pede a anulação da ordem de evacuação de todas as pessoas do norte do enclave palestino emitida por Israel.
Por fim, a resolução destaca que “uma solução justa e duradoura para o conflito israelense-palestino só poderá ser alcançada por meios pacíficos, de acordo com as resoluções relevantes das Nações Unidas e do direito internacional e com base na solução de dois Estados”.
É importante ressaltar a importância dessa proposta de resolução, já que o conflito no Oriente Médio tem gerado grande preocupação internacional. A expectativa é que a trégua humanitária proposta possa amenizar a intensidade das hostilidades e abrir caminho para diálogos em busca de uma solução pacífica e duradoura para o conflito.









