
BRASIL – Conta de luz não terá cobrança extra em novembro, mantêm Aneel. Bandeira verde continua para consumidores conectados ao SIN.
De acordo com a Aneel, a escolha da bandeira verde se deu devido às condições favoráveis de geração de energia, com os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis satisfatórios. No começo do período seco, o nível de armazenamento dos reservatórios atingiu uma média de 87%, o que explica o cenário positivo no momento.
É importante destacar que em junho deste ano, a Aneel aprovou um reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias. Segundo a agência, esses aumentos refletiram a inflação e o maior custo das usinas termelétricas, devido ao encarecimento do petróleo e do gás natural nos últimos meses.
Entretanto, no mês de agosto, a Aneel aprovou uma consulta pública para reduzir as bandeiras tarifárias em até 36,9%. Essa redução se justifica pelos reservatórios cheios, pela expansão da energia eólica e solar, e pela queda nos preços internacionais dos combustíveis fósseis.
As bandeiras tarifárias foram criadas em 2015 pela Aneel e refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Elas indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia utilizada nas residências, comércios e indústrias. Quando a conta de luz é calculada com a bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Já quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos que variam de acordo com o consumo.
No período em que a bandeira de escassez hídrica vigorou, de setembro de 2021 a 15 de abril de 2022, os consumidores pagavam R$ 14,20 extras a cada 100 kWh consumidos. É importante ressaltar que o Sistema Interligado Nacional cobre praticamente todo o país, com exceção de algumas partes de estados da Região Norte, de Mato Grosso e do estado de Roraima. Atualmente, existem 212 localidades isoladas do SIN, onde o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida principalmente por usinas térmicas a óleo diesel.









