
BRASIL – Hamas vincula libertação de reféns em Gaza a cessar-fogo em guerra aérea de Israel
Em retaliação aos ataques às forças dos Estados Unidos por milícias apoiadas pelo Irã em Gaza, dois caças norte-americanos atingiram instalações de armas e munição na Síria. Enquanto isso, uma pesquisa de opinião revelou que quase metade dos israelenses deseja adiar a invasão terrestre por preocupação com os reféns mantidos em Gaza, estimados em 224 pessoas.
Segundo informações do jornal russo Kommersant, um membro do Hamas em visita a Moscou afirmou que é necessário tempo para localizar e libertar os reféns, alegando que a maioria deles é composta por civis. O Hamas já liberou quatro reféns até o momento, mas ressalta que é necessário um ambiente calmo para concluir essa tarefa. No entanto, não foi possível confirmar a informação de que os bombardeios israelenses já teriam matado 50 dos prisioneiros.
Enquanto isso, militantes palestinos entraram em confronto com tropas israelenses em diferentes áreas da Faixa de Gaza. A mídia ligada ao Hamas relatou troca de tiros, bombardeios pesados e ataques aéreos ao longo da fronteira. Israel afirmou que seus caças atingiram três membros do alto escalão do Hamas, responsáveis pelo ataque realizado no início do conflito.
A situação humanitária em Gaza é cada vez mais desesperadora, com cortes de energia, água e falta de suprimentos básicos. A Assembleia Geral das Nações Unidas será palco das discussões sobre como ajudar os 2,3 milhões de civis em Gaza. Diferente do Conselho de Segurança da ONU, onde as resoluções sobre ajuda humanitária fracassaram, a resolução apresentada pelos Estados árabes não poderá ser vetada e terá peso político.
A agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos (UNRWA) afirma que mais de 600 mil pessoas em Gaza estão desabrigadas e que seus abrigos estão superlotados. Apesar dos esforços para enviar alimentos e suprimentos médicos, há um atraso na chegada dos recursos devido ao bloqueio imposto por Israel. A ONU negocia com o país para encontrar maneiras mais eficientes de entregar a ajuda necessária.
A situação em Gaza continua instável, com ataques e confrontos frequentes entre Israel e o Hamas. Enquanto a população sofre com a falta de recursos básicos, a pressão da comunidade internacional para um cessar-fogo se intensifica. Resta saber se as negociações em curso poderão trazer algum alívio para os civis em meio a esse cenário de guerra.









