
BRASIL – Teletrabalho atingiu cerca de 9,5 milhões de pessoas no Brasil em 2022, mostra pesquisa do IBGE.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados pela primeira vez nesta quarta-feira (25), outros 7,4 milhões de pessoas estavam em teletrabalho, que é considerado um subgrupo do trabalho remoto. Esses profissionais realizavam suas funções, pelo menos parcialmente, em um local alternativo ao local padrão e utilizavam equipamentos TIC para isso.
Os números fazem parte do módulo Teletrabalho e Trabalho por Meio de Plataformas Digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), e, segundo o IBGE, as estatísticas são experimentais, estando em fase de teste e avaliação.
A metodologia utilizada para o levantamento se baseou na proposta pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com adaptações à estrutura do questionário da Pnad Contínua. Segundo a OIT, o trabalho remoto é aquele realizado total ou parcialmente em um local diferente do local padrão de trabalho.
O setor de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas registrou a maior parcela de pessoas ocupadas em teletrabalho, com 25,8% de profissionais trabalhando remotamente pelo menos um dia no período analisado. Em seguida, veio o setor de atividades por administração pública, com 11,1%, principalmente na educação e saúde.
O levantamento também revelou que havia mais mulheres do que homens realizando teletrabalho, com uma proporção de 8,7% e 6,8%, respectivamente. Em relação à cor ou raça, a maioria das pessoas brancas estava em teletrabalho (11,0%), seguidas por pretos (5,2%) e pardos (4,8%). No que diz respeito à faixa etária, os profissionais com idades entre 25 e 39 anos representaram o maior percentual, com 9,7%.
Quanto à escolaridade, apenas 0,6% dos ocupados sem ensino fundamental completo faziam trabalho remoto, enquanto entre aqueles com ensino superior completo, o percentual alcançou 23,5%.
Em relação aos rendimentos, a população ocupada que realizou pelo menos um dia de teletrabalho teve um rendimento médio de R$ 6.479, o que é 2,4 vezes maior do que a média nacional de R$ 2.714. Segundo o IBGE, essa diferença se deve ao fato de que o teletrabalho inclui profissionais com salários mais altos, como gerentes e profissionais das ciências e intelectuais.
Em termos regionais, o rendimento médio mais elevado em teletrabalho foi registrado no Centro-Oeste, com R$ 7.255, enquanto a região Nordeste registrou o menor, com R$ 4.820.
Por fim, vale destacar que 16,6% dos empregadores estavam em teletrabalho pelo menos parcialmente em 2022, sendo essa a categoria profissional com maior prevalência nessa modalidade de trabalho. Em seguida, vieram os empregados no setor público (11,6%) e os empregados no setor privado com carteira assinada (8,2%), de acordo com a pesquisa do IBGE.









