
BRASIL – Circulação de ônibus na zona oeste do Rio de Janeiro está 90% normalizada após ataques de milicianos.
No entanto, a circulação de veículos na zona oeste ainda sofre os reflexos das ações violentas realizadas por milicianos na tarde de segunda-feira (23). Esses criminosos incendiaram 35 ônibus, como uma forma de represália à ação da polícia no combate às milícias. Vale ressaltar que um homem considerado líder da quadrilha foi morto.
O serviço de BRT (ônibus expressos em vias exclusivas) conseguiu normalizar a operação no ramal Transoeste, que percorre os bairros onde ocorreram os ataques criminosos. Nas primeiras horas do dia, o intervalo entre os ônibus não estava regular. No entanto, a situação foi normalizada posteriormente.
Os ataques também impactaram a circulação dos trens na cidade. Durante a última noite, uma composição foi alvo desse tipo de ação. De acordo com a concessionária Supervia, a circulação no ramal Santa Cruz, que atende a zona oeste, só teve seus intervalos regularizados por volta das 9h. Embora as estações entre Santa Cruz e Campo Grande tenham sido reabertas, o início do tráfego ocorreu às 4h, mais tarde do que o normal. Além disso, trens especiais e expressos que operam na região foram suspensos.
No que diz respeito ao sistema educacional, a Secretaria Municipal de Educação informou que 20 escolas da rede estão fechadas nesta terça-feira. Já na rede estadual, as escolas estão funcionando normalmente, mas com baixa adesão, conforme relatado pela secretaria. Ontem à noite, 12 unidades da rede estadual suspenderam as aulas nas áreas afetadas, afetando um total de 2,9 mil alunos.
O Centro de Operações da prefeitura do Rio de Janeiro informou que a cidade retornou ao estágio de normalidade às 8h45 desta terça-feira. Vale ressaltar que o Rio havia entrado em estágio de atenção ontem às 18h40 e, desde então, estava em estado de mobilização. O estágio de normalidade, que é o primeiro em uma escala de cinco, indica que não há ocorrências de grande impacto na cidade no momento.
Em relação aos ataques e à morte ocorrida, o homem morto pela polícia foi identificado como Matheus da Silva Rezende, conhecido como Faustão. A Rio Ônibus considera a reação do crime organizado como o maior ataque à frota da cidade realizado em um único dia, visto que 35 coletivos foram incendiados entre a tarde e a noite de segunda-feira. No segmento ferroviário, uma composição que partia de Santa Cruz teve a cabine incendiada, mas os passageiros e o maquinista conseguiram desembarcar em segurança. Seis estações foram fechadas, dificultando ainda mais o retorno para casa no início da semana. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, informou que 12 pessoas foram presas e irão responder por terrorismo. Entretanto, seis desses suspeitos foram liberados por falta de provas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também manifestou apoio ao estado do Rio, por meio de uma publicação em sua conta na rede social X (antigo Twitter). Ele ressaltou a necessidade de soluções conjuntas entre governadores, prefeitos e o governo federal para enfrentar o problema do crime organizado. Lula ainda destacou as condições de vida da população e criticou a liberação das armas de forma desordenada, o que fortaleceu o crime organizado nos últimos anos. Ele finalizou afirmando que o governo federal está disposto a ajudar no combate ao crime organizado e às milícias no Rio de Janeiro.









