
BRASIL – “Desigualdade racial: Mortalidade materna por hipertensão aumenta entre mulheres negras, aponta Ministério da Saúde”
A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, ressaltou que é inadmissível que as mulheres morram de hipertensão durante a gravidez, já que existem vários medicamentos disponíveis para controlar a condição. Ela também destacou que, embora tenha havido queda na mortalidade materna em outras categorias, as mulheres negras apresentaram um aumento de 5% nesse período.
Outro dado preocupante é que a covid-19 se tornou uma das principais causas de morte materna no país em 2020, representando 22% do total de óbitos maternos registrados. Além disso, 63,4% das mortes maternas por covid-19 foram de mulheres pretas e pardas. A secretária ressaltou que as pessoas que já são vulnerabilizadas pelas políticas e pela sociedade são as mais impactadas por eventos inesperados, como a pandemia.
O relatório também apontou um aumento na proporção de mães que realizaram sete ou mais consultas de pré-natal. Porém, mesmo com essa melhora, as mulheres negras ainda apresentam uma desigualdade significativa nesse acesso. Enquanto 80,9% das mulheres brancas tiveram acesso a sete ou mais consultas durante a gestação, apenas 68,7% das mulheres pretas tiveram o mesmo acesso.
Outro dado preocupante é o aumento da proporção de crianças nascidas vivas com peso menor que 2,5 kg entre as mães negras. Esse número passou de 8% em 2010 para 10,1% em 2020. Enquanto isso, o número permaneceu estável para as mulheres brancas.
O relatório também destacou a alta prevalência de casos de HIV e óbitos por aids entre a população negra. Mais de 60% dos casos e óbitos por aids foram diagnosticados em pessoas pretas e pardas em 2021. Além disso, 67,7% das gestantes diagnosticadas com HIV também são negras.
Outros dados preocupantes incluem a alta proporção de crianças com sífilis congênita filhas de mães negras e a alta incidência de tuberculose entre a população negra. A doença falciforme também é mais comum na população preta e parda, com a Bahia apresentando a maior incidência.
Em resumo, os dados apresentados no relatório revelam a desigualdade e vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres negras no Brasil. É fundamental que medidas sejam tomadas para reduzir essas disparidades e garantir o acesso igualitário à saúde e ao cuidado durante a gravidez e o parto.









