
BRASIL – Brasileiros estão ameaçados de deixar escola em Gaza antes da abertura de corredor humanitário, alerta brasileira.
Segundo informações, cerca de 30 pessoas estão abrigadas na escola, sendo que dez delas são brasileiros que desejam retornar ao Brasil. Este grupo faz parte de um total de 22 pessoas que solicitaram evacuação, dentre elas dez crianças, sete mulheres e cinco homens. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, doze pessoas aguardam socorro fora da escola, na cidade de Khan Younes, sul de Gaza.
A situação é desesperadora para Shaed Albanna, que nasceu no Brasil e foi à Gaza com sua irmã de 13 anos para visitar a mãe que estava doente e faleceu de câncer. Elas estão acompanhadas da avó e relatam um clima de medo e apreensão. “A escola não é mais um lugar seguro. Os israelenses estão entrando pelo país, todo mundo está saindo fugindo. Eu não quero morrer”, disse Shaed, visivelmente emocionada.
As autoridades israelenses informaram aos agentes das Nações Unidas que a região norte da Faixa de Gaza, onde vivem 1,1 milhão de pessoas, deve ser evacuada em um prazo de 24 horas. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um apelo para que essa ordem seja revista, pois não há tempo hábil para retirar toda a população e teme-se uma escalada da crise humanitária.
O Subsecretário-Geral da ONU para Assuntos Humanitários e Coordenador de Ajuda de Emergência, Martin Griffiths, manifestou sua preocupação com a situação. “Como é que 1,1 milhões de pessoas poderão atravessar uma zona de guerra densamente povoada em menos de 24 horas? Estremeço ao pensar quais seriam as consequências humanitárias da ordem de evacuação”, afirmou Griffiths.
Diante dessa situação crítica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com o presidente de Israel, Issac Herzog, na esperança de conseguir a abertura de um corredor humanitário que permita a saída das pessoas da Faixa de Gaza.
É importante ressaltar que essas informações foram obtidas através de relatos de pessoas diretamente envolvidas na situação e que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil ainda não confirmou a informação sobre a saída iminente dos brasileiros da escola católica em Gaza. A situação na região é extremamente delicada e exige a atenção das autoridades internacionais.









