
BRASIL – Brasil terá crescimento de 3,1% em 2023, superando média global, de acordo com relatório do FMI
A estimativa para o crescimento da economia global, por outro lado, foi revisada para baixo, passando de 3,5% para 3% neste ano. Para 2024, o FMI melhorou a previsão de crescimento do Brasil, de 1,2% para 1,5%, enquanto reduziu levemente a projeção do crescimento global, de 3% para 2,9%. Essas informações foram apresentadas durante a reunião do FMI e do Banco Mundial, que está ocorrendo nesta semana em Marrakech, no Marrocos.
O FMI destaca três fatores principais para a melhoria das estimativas econômicas para o Brasil. Segundo o relatório, o desempenho da agricultura e dos serviços no primeiro semestre, juntamente com o consumo estimulado por incentivos fiscais, contribuíram para impulsionar a economia brasileira além das estimativas iniciais.
Apesar de melhorar as projeções para o Brasil, o FMI também mencionou preocupações em relação à persistente inflação e ao endividamento das famílias. Além disso, o relatório aponta a falta de espaço fiscal para gastos prioritários e os riscos decorrentes das mudanças climáticas.
As previsões do FMI estão em linha com as estimativas do governo brasileiro. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta uma expansão de 3,2% da economia brasileira em 2023 e de 2,3% em 2024. Já o Banco Central prevê um crescimento de 2,9% no PIB em 2023 e de 1,8% em 2024.
Por sua vez, o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, estima um crescimento de 2,92% no PIB deste ano e de 1,5% em 2024, de acordo com os analistas de mercado.
No contexto da América Latina, o Brasil e o Chile se destacam como as economias que mais têm flexibilizado a política monetária, após o aperto de juros dos últimos dois anos. Para a região, o FMI elevou a previsão de crescimento de 1,9% para 2,3%, impulsionado principalmente pela recuperação dos preços das commodities, que sofreram uma queda em relação ao ano passado.
Apesar da recuperação da economia global após os impactos da pandemia de COVID-19 e da guerra na Ucrânia, o crescimento ainda se mantém abaixo da média histórica, segundo o FMI. Vale ressaltar que essas projeções foram elaboradas antes do conflito entre Israel e o Hamás, o qual poderá trazer novas instabilidades caso os ataques se prolonguem.









