
BRASIL – Governador descarta motivação política em assassinato de médicos na Barra da Tijuca e aponta envolvimento de máfia
As investigações da Polícia Civil apontam para a possibilidade de que os ortopedistas tenham sido mortos por engano. Suspeita-se que os assassinos sejam membros de um grupo criminoso que controla atividades ilegais nas comunidades da zona oeste do Rio de Janeiro.
No entanto, o governador afirmou que o caso ultrapassa a rivalidade entre milicianos e traficantes. Ele descreveu a situação como uma verdadeira máfia, que tem se infiltrado nas instituições, nos poderes, no comércio e nos serviços, inclusive no sistema financeiro nacional. Essa organização criminosa teria ampliado seu poder em diversas esferas do país.
A repercussão do engano e a morte dos médicos aparentemente desagradou as lideranças do Comando Vermelho, facção ligada ao grupo criminoso suspeito dos assassinatos. Lideranças dessa facção teriam ordenado a morte dos responsáveis pelos homicídios dos ortopedistas.
Como desdobramento das investigações, a Polícia Civil encontrou quatro corpos em dois veículos na madrugada de hoje, sendo que dois deles foram identificados como suspeitos de estarem envolvidos nos assassinatos dos médicos. Os outros dois corpos ainda não foram identificados.
O governador Cláudio Castro enfatizou que as investigações continuam e prometeu não parar até que a máfia seja desmantelada e a guerra que estão provocando seja combatida.
O crime ocorreu quando os quatro médicos estavam em um quiosque na orla da Barra da Tijuca. Homens em um carro pararam no local e abriram fogo contra as vítimas, resultando na morte de três deles. Apenas um médico conseguiu sobreviver ao ataque.
O caso chocou a população e trouxe à tona a necessidade de combate aos grupos criminosos que têm atuado de maneira cada vez mais violenta no estado. As autoridades policiais esperam avançar nas investigações e responsabilizar os culpados por mais esse brutal assassinato.









