
BRASIL – Plano de governo de Tarcísio de Freitas não menciona privatizações do Metrô, CPTM e Sabesp, mostra análise do TSE.
De acordo com o plano, disponível no TSE, as únicas menções a concessões e privatizações estão na página 43 e referem-se aos aeroportos de Congonhas, do Campo de Marte e dos Portos de Santos e São Sebastião. Não há indicações claras sobre as estatais de transporte sobre trilhos e de saneamento básico.
Durante uma entrevista à rádio CBN, Tarcísio justificou que o plebiscito para as privatizações já ocorreu nas urnas, alegando que seu plano de governo deixava claro a intenção de realizar estudos e envolver a iniciativa privada nos investimentos. No entanto, ao analisar o documento, é possível constatar apenas referências à ampliação de rotas de transporte sobre trilhos e ações para a área de saneamento básico, sem menção explícita às privatizações.
Em relação à Sabesp, a empresa já é de capital aberto, mas o governo estadual possui mais de 50% das ações e, portanto, o controle acionário da companhia. O plano de governo de Tarcísio propõe a redução da participação acionária e a abdicação da gestão da maior empresa de saneamento do país.
Durante a campanha eleitoral, Tarcísio tratou o tema da privatização da Sabesp com cautela, condicionando-a à melhoria dos serviços e à redução das tarifas. Ele ressaltou a importância de garantir a universalização da prestação de serviços, a diminuição do desperdício, a sensorização da rede e a redução das tarifas como pré-requisitos para a possível privatização.
Em abril deste ano, o governo do estado contratou uma consultoria vinculada ao Banco Mundial para definir o modelo de privatização da Sabesp, em um contrato no valor de mais de R$ 71 milhões sem licitação. No entanto, o Tribunal de Contas do Estado questiona a legalidade do contrato.
A ausência de menção explícita às privatizações das empresas paulistas no plano de governo registrado por Tarcísio de Freitas no TSE tem gerado questionamentos. A Secretaria de Comunicação do governo de São Paulo defende que o plano menciona parcerias com a iniciativa privada e destaca que o tema das privatizações foi tratado em sabatinas e debates durante a campanha eleitoral.
Em meio às discussões sobre a privatização, funcionários do Metrô, da CPTM e da Sabesp reivindicam a realização de consultas populares sobre o projeto de privatização. O tema continua em debate e suas implicações no futuro das empresas de transporte sobre trilhos e de saneamento básico em São Paulo estão sendo amplamente discutidas.









