
BRASIL – Presidente da CPMI é questionado por mudança no depoimento de Braga Netto e convocação controversa de outro depoente
A convocação de Queiroz é uma demanda da oposição na CPMI, que alega que o Ministério da Justiça se omitiu durante os atentados contra as sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro. Porém, os parlamentares da base governista apontam que essa estratégia serve para desviar o foco das investigações.
O deputado Duarte Junior questionou a convocação do policial militar Sandro, argumentando que há provas de que ele não estava de plantão no dia 8 de janeiro e foi selecionado apenas por suas relações com políticos bolsonaristas. Segundo Duarte, há ampla divergência sobre o requerimento e a tentativa é descredibilizar a investigação.
Maia afirmou que está respondendo a uma provocação da base governista e que precisa defender seu nome e a CPMI. Ele acrescentou que a votação é para proteger o direito da minoria, já que não poderia apenas votar depoimentos de interesse da maioria. Essa atitude do presidente da CPMI foi comemorada pela oposição, que considera o momento como eloquente.
O senador Esperidião Amim destacou que é uma vergonha não convocar um representante da Força Nacional para esclarecer os fatos ocorridos no dia dos atentados. Segundo Amim, o contingente estava no pátio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e sua ausência é vergonhosa.
Em relação à convocação de Braga Netto, Maia explicou que o tempo da CPMI é curto e que o depoimento do ex-ministro seria uma conveniência política. Ele marcou uma reunião com a comissão para tentar finalizar a CPMI e o relatório final está marcado para ser apresentado no dia 17 de outubro. A relatora, senadora Eliziane Gama, defendeu que os depoimentos de Braga Netto e dos comandantes das três Forças Armadas do governo anterior sejam realizados, porém, mesmo sem esses depoimentos, ela garante que há elementos suficientes para finalizar o relatório.









