
BRASIL – Casos de hepatite A aumentam na cidade de São Paulo em 2023, com registro de 225 casos e uma morte.
Uma das estratégias adotadas para combater a doença foi a ampliação da imunização em caráter temporário para grupos específicos, como gays, homens que fazem sexo com homens (HSH), travestis e pessoas trans, entre 2018 e 2020. Segundo a prefeitura, essa estratégia continuou até abril de 2023, utilizando as doses remanescentes.
No entanto, após o término da campanha temporária, as doses passaram a ser enviadas para os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), do governo do estado, impossibilitando a continuidade da estratégia anterior. O Ministério da Saúde confirmou que a oferta da vacina para grupos específicos é garantida pelos Crie, abrangendo pessoas com hepatites crônicas, fibroses císticas, HIV/Aids e Trissomia.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacina inativada contra a hepatite A é altamente eficaz e de baixa reatogenicidade, oferecendo proteção de longa duração após a aplicação de duas doses. Essa vacina está disponível no calendário básico de vacinação para crianças de 15 meses a 5 anos incompletos, como dose única.
A hepatite A é uma infecção causada pelo vírus A (HAV) da hepatite, também conhecida como hepatite infecciosa. A transmissão ocorre principalmente pelo contato de fezes com a boca, relacionada a alimentos ou água inseguros, baixa higiene pessoal e de saneamento básico. Outras formas de transmissão incluem o contato pessoal próximo, como convivência doméstica ou contato sexual.
Não há tratamento específico para a hepatite A, mas é importante evitar a automedicação, pois o uso de medicamentos desnecessários ou tóxicos ao fígado pode piorar o quadro da doença.
Para a prevenção da hepatite A, o Ministério da Saúde indica medidas como lavar as mãos regularmente, lavar e cozinhar bem os alimentos, utilizar instalações sanitárias adequadas, adotar medidas rigorosas de higiene em locais públicos e evitar o contato com água contaminada. Além disso, o uso de preservativos e a higienização das mãos e genitália antes e após as relações sexuais são importantes para evitar a transmissão sexual da doença.
É fundamental que a população esteja atualizada sobre as medidas de prevenção e busque a imunização adequada, conforme as recomendações dos órgãos de saúde, para evitar a propagação da hepatite A.









