
BRASIL – Violência em clínicas de reabilitação ligadas à Kairós Prime gera polêmica e prisões em São Paulo.
Além disso, o proprietário da Kairós Prime, Ueder Santos de Melo, está envolvido em pelo menos outras quatro clínicas, nas quais também foram registrados casos de violência. Em Juquitiba, município da Grande São Paulo, foram registrados quatro casos, incluindo um de lesão corporal e outro de tortura. Além disso, ocorreram duas mortes por causas naturais. Em São Lourenço da Serra, outra unidade da instituição, um caso de lesão corporal foi registrado em maio de 2023 e em junho de 2017 ocorreu um desaparecimento.
Diante desses episódios, a Polícia Civil está empenhada em esclarecer as circunstâncias e punir os envolvidos. Até o momento, oito funcionários foram presos. A unidade da Kairós em Itapecerica da Serra também apresentou irregularidades, com dois autos expedidos pela Vigilância Sanitária municipal. Um deles resultou em apreensão e inutilização de medicamentos em março, enquanto o outro, em maio, resultou em uma penalidade de advertência.
Em entrevista por telefone à TV Brasil, Ueder Santos de Melo afirmou que desconhecia os casos de violência e rejeitou o uso de força ou violência contra dependentes químicos, declarando que não acredita que isso seja uma opção de tratamento. Ele confirmou ser o proprietário das unidades em Juquitiba e Embu-Guaçu, mas negou envolvimento direto nas demais unidades, alegando que elas funcionam como uma expansão do projeto, sob a responsabilidade de outras pessoas, incluindo sua esposa. Melo defendeu o trabalho sério realizado pelos funcionários e sócios, mas admitiu que eles ocultaram abusos e comportamentos inadequados.
O proprietário das clínicas também criticou a cobertura da imprensa, alegando que as reportagens divulgaram informações incompletas ou mal verificadas. Ele acrescentou que possui um histórico de dez anos de abuso de álcool e drogas, tendo vivido nas ruas, e que decidiu criar as clínicas após superar essa fase crítica de dependência. As investigações sobre os casos de violência nas clínicas ainda estão em andamento.









